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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
PRA NUNCA ESQUECER
Ah! Me entorpece a magia dessa cantata
De Schubert, ártica sonata onde flutua meu ser
E às montanhas de gelo me leva
Como anestésico, paralisa minha razão
Me pulsa ao tique do virtuoso mestre
Lança-me aos icebergs do toque de caudas
Ao movimento do gélido regente
A planar em meus ouvidos descrentes
No frio deste inverno, só nós dois
Em agnósticos arrepios
Profanos calafrios, delírios mundanos
Na taça de tinto tragada
Largada sobre o tapete, entornada
Ao calor do doce cacau, arauto de Afrodite
Ufano mensageiro da diva Nefertiti
No sabor do fondue debochado de brie
Servindo-nos um ao outro
Na boca, entre um beijo e outro
E, sob as mantas da luxúria, aquecidos
Tanto fogo, tanta energia
Quanta paixão
Arfantes, corpos suados, entrelaçados
Extenuados ao gran finale
Já quase adormecidos
O dia quase amanhecido
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
PIERCING
E esse teu sino que mudo badala
Embala meu coração
Abala minha razão
Agora esposo com anel de ouro
Mudo, mas irriquieto ao roçar
Que teus encantos aflora
Teus desejos externa
Em murmúrios, gemidos
Jorra teu alucinógeno licor
Em minha boca endoidecida
Por minha língua delinquente
Por tuas garras, sôfregas no cetim
Meus olhos doudos por teu convite
Em "V" de volúpia ou vigarice, sei lá...
Quiçá vitória
Sei que em teu oásis me embrenho
Agreste no entorno
Caudaloso nos lábios carmesin
Onde saro minha sede de amor
Donde sorvo teus sabores
E me embriago de paixão
Ao tilintar teu clitóris dourado
Com a cara lambuzada
Nossas almas desmaiadas
Eu e tu largados, gozados
Tu e eu brindando a magia de um piercing
segunda-feira, 23 de maio de 2011
ALEXANDRIA SEVERA
Pois não, deusa do açoite, o que queres essa noite?
Severa serás comigo, ó, amada Alexandria?
Vais me dar flagelo, dor, castigo?
Sangrarás minhas costas com tuas garras de tigresa?
Puxarás meus cabelos, já escassos por tua malvadeza?
Morderás meu peito?
Pisarás de salto alto em mim?
E, pra que esse negro chicote?
Será hoje meu dia de sorte?
Que poderei dizer, senão, te amo loucamente?
Sou teu capacho, teu motivo de escracho
Teu escravo, do teu jardim sou o cravo
Que despedaças, podar até embaixo ameaças
Mas sei que não o farás, pois sou teu único macho
Teu servo devasso
E tu, minha última flor do lasso
Minha cadela no cio
E só um pode preencher do outro o vazio
És a cura deste âmago doentio
Sim, senhora!
Prometo calado apanhar e eternamente te amar
Sem mais um único pio
Submisso ao teu desvairio
Morrendo de dor e perdido de amor
Dedicado à minha mais nova musa, Alexandria Severa, mulher malvada, sádica, que, com suas unhas e dentes, seus sapatos e chicotes, deixa minha pele em situação deplorável, cheia de hematomas, edemas e cicatrizes. E a mim, cada dia mais apaixonado
sexta-feira, 6 de maio de 2011
PUTA
Adoro teu não dizendo sim
Olhando pra mim quando em meus braços te aperto
E teus ossos quebro té que morras
Te beijo, te mordo, bato em tua cara
Não que seja violento, faço o que queres
Faço o que pedes e gostoso gemes
Urras de prazer
Então, três urras
Viva a luxúria!
O amor com castidade não há, a verdade essa é
Salve o despudor!
Ah! como é bom beijar tua flor
Da Venus deusa, que usa e abusa do meu ferrão enfurecido
E o meu coração bate forte, o teu sangra tesão
E te pego de jeito e vai e vem
E entra e sai
Tua boca implora por mel
E sugas e lambes, tua boca é um dragão
Teus lábios um vulcão que derrama tua seiva cheirosa
Melosa fonte de prazer
Tu és mui gostosa e louco me deixas
Garras, dentes, gritos de amor, de dor, de amor
Até o final da esbórnia
Fogo em carne
Sexo elevado às alturas
Amor selvagem, podre, lambuzado, rasgado
Na delícia de nosso ninho, só nós dois
Sou teu serviçal, teu puto homem
Tu és minha puta, cadela no cio
E quem meus versos lê, te inveja
Sonha em ser minha musa
Mas se tiver esta sorte, inda que demore
E mesmo que implore
Será dentre tantas, apenas minha puta
sexta-feira, 15 de abril de 2011
FRENESÍ
E essa boca, de grossos lábios e beijos indecentes?
Que sugam-me a alma e me lambuza a cara, o peito, o corpo todo
E me enchem de tesão
E esses peitos? Insanas delícias.
Existe algo mais perfeito?
Sei lá!
O criador dados não joga
Mas eu brinco com a sorte. E sugo e perco meu norte
Me afogo, sufoco em teu abraço
Minha mão corre teu corpo e, boba, pára onde sabe o pecado
A outra, como clone, tem a mesma malícia
De sábias falanges, que incisas invadem os portões do prazer
E entram. E saem. E mexem. E melam.
Já encharcadas, passo a língua uma a uma
Mel divino, de poção demoníaca
Teus pêlos eriçam de tanta paixão, de calor, de pressa, de vontade de morrer
Mas antes, um vulcão de desejos viver
Meu corpo sua, escorrega em tua carne nua...
E crua
E vai...
E vem
E gemes, murmuras tolices, urras sandices
E pedes mais
E rolamos, pra lá e pra cá
Viajo em teus lençóis, já totalmente rotos
Com nossos fluidos, besuntados do teu perfume veneno
E essa coisa louca apressa, teus gritos ferem meus ouvidos
Me beijas, te beijo
Me mordes e mordes os lábios, até que sangram
Te aperto em meus braços, a ponto de quebrar-te as costelas
E vem a explosão que jorra dentro de ti
E vens junto, comigo explodes
Sincronia em frenesí, em êxtase
Total
Totalmente extenuados
E apaixonados
É respirar, dar um tempo e, logo recomeçar
quarta-feira, 6 de abril de 2011
MELÕES
De todos os melões que provei em minha vida jamais havia visto algo tão belo
Sua cutis caramelo, sem estrias, sem ranhuras, cicatrizes ou gorduras
Tão redondos e macios, além da perfeição
Além até da minha própria imaginação
De carnes fartas e douradas, suculentas maravilhas que me enchem a boca d'água
Meus olhos se agigantam ao vê-los, pra tê-los dou minha vida
Ao pegá-los em minhas mãos estremeço, de tudo esqueço e viajo
Por mágicas dimensões, por um mundo de gratas emoções, paixões
Ilusões serenas, longe do alcance de almas terrenas
E ao sugar seu lácteo mel, do mamilo rumo ao céu, descubro o paraíso
E já totalmente sem juizo noto que o infortúnio de Adão não fôra a solidão
Nem mesmo ter provado o sabor da macieira
Seu grande desconjuro, sua mal fadada asneira
Foi sequer um dia teus melões ter beijado
Quiça este fruto do amor eterno abocanhado
Jamais saber ser os teus melões o verdadeiro fruto do pecado
Que tolo!
Condenado por ter tocado o fruto errado e por isso humilhado
E ser do áureo éden enxotado
Eu, sim, posso dizer-me um felizardo
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
MÚSICA
El amor de mi vida, Tierra Santa
Base em piano que arrepia
Rouca voz que alucina
Lindas palavras de amor
Tu, seminua preparando o café
Eu, te abraçando por trás
Pegando em teus rijos seios
Beijando-te o pescoço
Já em riste
Ereto e pulsante
Arfando meu hálito quente em tua nuca
E tu esmoreces, as pernas bambeiam
A balada se foi em suspiros
Agora rola Vivaldi com sua excitante Primavera
Minhas mãos já correram por todo teu corpo
Meus dedos levaram-te aos céus
Penetrantes, por teus lábios todos
Lá e cá
O fogo apagou com a água morna e adoçada
E os beijos e afagos perderam-se na loucura de nosso amor
Fora de controle totalmente
As caldas se misturam agora
Derramadas por teu corpo lambuzado de amor
Besuntado por entre tuas pernas
Onde paro e sugo
Beijo e mordo
Sai Vivaldi e chegam com fúria os riffs
Heavy metal, doideira
Grindcore, luxúria
Púrpura profunda em teu colo
Burn!
O fogo domina o ambiente
Eu grito, tu gritas
Não por socorro
Gritamos apaixonados
Prazeres que as paredes não detêm
Ecoa o hino da vida
Sons que avançam aos ventos
Para todos saberem que somos amantes
Entregues
Arfantes
Suados
Eternos devassos
Amados pra sempre
E exaustos no solo frio e melado
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
SYLVIA MEU AMOR
Deus obscuro, negro terror
Com tuas estúpidas estrelas
Pra sempre, eu jamais
Sinto-me ereto
Não deito, não sucumbo
Nem mesmo as mais belas e perfumadas me notam
Pois sim, são eternas
Enquanto, de vez em quando, discurso aos confeitos brilhantes
Jorras o fluido do amor, inútil lua nova
Muda e fria tal qual primos cristais de gelo
E quando me cego, caídes em genocídio
E ao vosso deleite volto a renascer
Enfeitiçado no leito entre arpejos e beijos
Esquizofrênica valsa
Godiva serpente, leoa de Deus
“Derrete-se na parede e eu sou a flexa”
Cacos de Sylvia Platt
Homenagem ao meu grande amigo Eric
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
BRINDE AO AMOR
Cálices de vinho postos à mesa
Castiçais mágicos sustentam a elegante penumbra
Rosas decoram, perfumam, enebriam
Frente a mim uma deusa
Sedenta de amor
Olhos brilhantes
Mãos ansiosas
Olhares cativos
Ternos toques
Afáveis carícias
Lábios carmesim, ardentes e hipnóticos
Pensamentos insanos me possuem
Desejo e paixão
Coração violento
Flamante sangue vulcânico
Ares rarefeitos e sufocantes
Então, sucumbo à loucura
Insensato
Inconsequente
Lanço tudo ao chão
Sonhos tão quistos, cristais rompidos
A toalha escorrega e pousa num canto
Suas roupas, rotas se espalham
Meus braços enlaçam
Minhas mãos descobrem
Meus beijos entorpecem
O ar que respiramos é um só
Nossos corpos também
Amamos sem medo
Fluidos se misturam, os nossos
Gemidos arfantes
Palavras desconexas
Dentes cerrados
Uivos e garras
Navalhas de Vênus
E explodimos numa torrente de êxtase
Castiçais estilhaçados
Cálices tombados
Rosas sofridas sob meus pés
Amor eterno
E vinho a brindar
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
ADORMECIDA
Grito ao mundo meu amor
Aos quatro ventos
Tão grande minha felicidade
Sinto-me um louco, de tanta paixão
Não controlo meus anseios
Nem meus desejos
Sou realmente um afortunado
Sortudo, iluminado
E essa luz que me alumia é intensa
Extrema
Me cega
Flashs de emoção que revigoram meu viver
Ninfa de um sorriso titânico
Suas hipérboles me alucinam
Suas parábolas afloram meu suor
Curvas do pecado
Passo horas embriagado por seus aromas
Mordo seus lábios
Abraço-a com vigor
Dou tapinhas em seu bumbum
Rimos, beijamos, rolamos pelo chão
Abobados, inconsequentes, apaixonados
Brincadeiras de cavalinho e pula sela
Gargalhadas e pipoca no sofá
Nossas pernas se entrelaçam
Fazemos amor com total entrega
Muito beijo, muito amor
Sua juventude me acende
Seu tesão me esgota
Sua sensualidade me endoidece
E a cada amanhecer renasço
Feliz e vaidoso
Ela bela
Adormecida
Angelical
Nua, largada em minha cama
Ronronando preguiçosa
Esperando que eu crie coragem
E prepare logo seu breakfast.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
VIRGEM DE ONÃ
A doçura de seu corpo transpira desejos
A penumbra convida à pensamentos descabidos
Ideias de amor
Imagens floreiam seu despudor
Pinças percorrem sua pele
Eriçam-lhe a pelúcia
Ela sonha com um ser mítico a tocá-la
Nautilus - aquele que tateia no escuro
Criatura cefalópode, inteligente, desbravadora, redentora
Cerra os olhos e percebe seus tentáculos
Ávidos por invasões
Cada um com seu punhal de sangue
Aptos a humilhar um homem
Ou deixá-lo louco
Sutis ao tocar seu íntimo
Tilintar seu cárneo rubi
O maior parece faminto
Lentamente escorrega
Incisivo
Profundo
Indeciso e hesitante
Ela morde os lábios framboesa
Ele desliza em seus delírios, encharcado de prazer
Ela engole o próprio néctar
E ronrona carente
Seu íntimo jorra, em paixão, fragrância torpe
E aquele falo esguio acelera o caos
Promove o vulcão
Contorsões
Espasmos
Alucinações
Vai-e-vem do frenético dígito senhor
Até o cântico das almas felizes
E o enlevo de torrentes sensuais
Seu âmago não necessita mais ser preenchido
Resta divagar por cântaros de Bacco
Ou deleitar-se em quimeras de Incubus
Do céu ao inferno
Em síncope de luxúria, paixão e êxtase
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
FORNICAÇÃO
Dois corpos misturam seus fluidos
Dois amantes unem suas carnes
Afoitos
Entrelaçados pelo pecado da luxúria
Entregues aos prazeres que só a paixão pode oferecer
Liberam sua libido
Expulsam seus hormônios
Libertam seus demônios
Beijos com volúpia
Línguas em fogo percorrem os portões do paraíso
Espada ardente em vulva perfumada
Ambos a sugar as delícias do sexo
Mãos atrozes, ferozes
Dedos marotos, malandros
Sussurros de vida
Gritos de morte
Ferida ardente que não deixa cicatriz
Palavras de amor
Olhares de encanto
E a felação desenfreada
Resulta num falo adormecido e numa urna fecunda
E mostra num borrifo de estrelas
que o inferno só foi feito para os sem vida
Porque os amantes terão sempre o reino dos céus
Para repousarem de seus orgasmos.
Felizes
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
PÔR-DO-SOL EM SODOMA
Seis da tarde. Hora do pôr-do-sol. Ela deve estar chegando do trabalho. Estou ansioso por abraçá-la, beijá-la, amá-la. Ela sabe que “hoje é dia”. Deve estar ansiosa também.
Quando fazemos amor não medimos. Nossa entrega é total. Depois de anos juntos descobrimos que ficar um tempo sem sexo é algo essencial. Quando estamos “na fissura”, o bicho pega.
Nossos corpos se entrelaçam, nossos suores se misturam, nossos líquidos precipitam, nossas almas se unem. Nossos momentos de luxúria tornam-se eternos, como disse Vinicius. Amor é a palavra.
Cansamos de sexo casual, não tem mais graça. Acho que nunca teve. Sexo deve ser com a pessoa que amamos. Se ela não sabe, aprende, oras. A repetição é a melhor das escolas.
Sodoma. Sexo livre. Não importa como. Não importa a quantidade, a maneira, o local. Não importa se é a dois, grupal, hetero ou homo. Pode ser masturbação, felação, cunnilingus, oral e o caralho. Tem é que ser bom. Tem que bambear as pernas. Tem que esvair as forças. Tem que desfalecer. E depois convalescer. E começar de novo.
Eu faço com amor. Com meu amor. Nem muito, nem pouco. O suficiente pra desejá-la novamente e sempre. Hoje vou sodomizá-la. Vou “arrancar seu couro”. Com carinho, cumplicidade e paixão. E amanhã, pela manhã, vou de novo. Ao menos tentar. Não garanto nada porque hoje é dia de Sodoma, ao pôr-do-sol.
domingo, 24 de outubro de 2010
CORPO DE MULHER
Pele macia, suave delícia
Pelos escassos, penugens brilhantes
Hálito doce como a manhã de sol
Olhos graúdos, boca escaldante
E percorro cada centímetro desta escultura
Vivo cada momento de loucura
Apaixonado por tanta beleza
Tenros seios, rijos aos meus beijos
E que bunda carnuda!
Que púbis menina!
Que vulva cheirosa!
Deliciosa, pulsante.
Gulosa!
Coxas roliças e pés de cristal
Arrepios, suspiros, gemidos
Saio de mim ao rolar pelo chão com ela
Viajo às estrelas ao vê-la em meus lençóis
Nua
Linda
E me entrego aos seus caprichos
Eterno amante
Lanço-me aos prazeres do amor
Mas não é necessário tê-la
Basta-me contemplar esta fada desnuda
E imaginar carícias e beijos
Por todo seu corpo de deusa
Amá-la em segredo
E morrer de paixão
Sem violar, sem macular.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
DELÍRIOS ORAIS
Desnuda e fecunda sob minh’alma
Deleite de vista sagrada, depilada
Convite ao delírio
Vertente de loucura que minha boca inunda
Desbunde que só os apaixonados conseguem entender
Trançados no fulgor da esbórnia
Lançados à paixão
Entrelaçados de amor
Entrego-me ao sabor da seiva que escorre melosa
Babosa
Cristalina
Odores que entram-me às ventas e dopam-me o espírito
E com língua ferina te arranco a pureza
E garras felinas decepam-me os cachos
Arranham-me as costas
Navalham-me o peito
Beijo-te a vulva rosada
E passo a morder teu mudo sino dourado
Que tanto tem a dobrar
Sugo teus lábios meninos açucarados por tua inocência
Vil inocência que torna-me escravo
Não vejo a hora de besuntar meu punhal ardente
Nesta gruta de pecado e prazer
Mas contenho-me e torno a sugar-te
Com sofreguidão intensa
Por minutos eternos
Desesperado
Tal carente de ópio, tal qual lunático
Cerras, então, teus meigos olhos
Mordes a boca e jogas o corpo pra trás
Teso, tenso
E explodes em vulcões
E sacia-me a sede com teu visgo perfume
Só me resta dizer que te amo
SEXO
Beijar tua boca
Sugar teus seios
Chupar tua vulva
Penetrar tuas carnes
Com amor
Com força
Com paixão
Morrer de tesão
Gozar um montão
Rolar na cama
Te pegar "de quatro"
Por cima
Por baixo
De conchinha
Felação
Cunnilingus
Meia nove
Com um dedo
Com dois
E lamber as mãos
Sentir teu cheiro
Virar os olhos
Gemer
Gritar
Urrar
Suar e desmaiar
Êxtase e orgasmo
Beijo negro
Isso mesmo
Enfiar a língua no teu doce anel
É de arrepiar
Muito bom
Não?
Luxúria é doença?
Vem cá que eu sou tua cura.
Sugar teus seios
Chupar tua vulva
Penetrar tuas carnes
Com amor
Com força
Com paixão
Morrer de tesão
Gozar um montão
Rolar na cama
Te pegar "de quatro"
Por cima
Por baixo
De conchinha
Felação
Cunnilingus
Meia nove
Com um dedo
Com dois
E lamber as mãos
Sentir teu cheiro
Virar os olhos
Gemer
Gritar
Urrar
Suar e desmaiar
Êxtase e orgasmo
Beijo negro
Isso mesmo
Enfiar a língua no teu doce anel
É de arrepiar
Muito bom
Não?
Luxúria é doença?
Vem cá que eu sou tua cura.
PRÍAPO
Guerreiros traídos me caçam odiosos pela culpa de seus erros
Este castigo que trago em meu ser, não mereço
Enganos de vis prepotentes, senhores da razão
Entidades poderosas, mas sem coração
Filho de um deus hipócrita e soberbo
Que negou seu amor e baniu aquela que me trouxe à luz
Ah! Como posso crer ou mesmo louvar este infame
Se sou condenado a carregar esta triste deformidade
Herdada de uma divindade repleta de sentimentos mesquinhos
Ferido com pedras, jogado ao calabouço
Deixado à própria sorte entre famintos chacais
Mas ainda resisto e meu alimento é o amor
A felicidade me possui diante de todas estas ninfas
Com elas sou feliz e não creio ser monstro
Pois fui contemplado pela glória quando nasci
Glorificado com o objeto do desejo de deusas e esplendorosas mortais
Minha metade humana não é só músculos
Sou uma criatura jovial de ações generosas
E a outra metade, animal, carrega um vultoso ferrão
Descomunal ferramenta
Sinto, de longe, seus perfumes e hormônios
E num ímpeto desvairado viajo milhas em busca de tão sublime afrodisíaco
E às sombras comungo dos prazeres da luxúria
Viril e sedento de genitais femininos
Acendedor do fogo de melancólicas vulvas
Que deliram quando visito suas entranhas
E ao final, extasiado, deposito meu sêmen
Volumoso mas estéril
Doce vingança
Que minhas divas saboreiam cada gota
Como se fosse néctar ou o mais puro vinho
Combato gárgulas traiçoeiras e putrefatas quimeras
E nos momentos de orgia me transformo num ser mágico
E percorro cada poro de adúlteras concubinas
Como se fosse uma espécie de medusa
Não com cabeças de serpentes
Mas com falos encantados.
DOMINATRIX
Mulher de preto com vestes de couro
Quando, sob teus pés, me ponho servil
E me mandas beijar-te, submeto-me às tuas vontades
E me ordenas ao prazer de teus anseios
E exiges que eu seja teu objeto de desejo
Sinto que só posso ser teu escravo,
Por toda uma vida render-me aos teus caprichos.
Como gosto de ter minha carne rasgada.
Ah! Como eu gosto de rastejar implorando teu carinho.
E negas. Desdenhas. Duvidas do meu amor
Pisas, cospes em mim, me agrides com teu açoite
Para depois cobrir-me com teu manto
E retornar a bater este chicote
Com amor, com volúpia, cheia de tesão,
Mas sempre no comando.
No comando de minha paixão, de minha vida.
Quando estou em carne, profundo, dentro de ti
E tocas meus lábios com teus dedos lineares,
Natureza generosa, Afrodite de meus sonhos,
E arrancas meus cabelos já escassos e grisalhos
Sofro por não poder chegar ao êxtase.
Não sem tua permissão.
Seria o maior dos enganos, o maior dos ultrajes
E eu não me perdoaria jamais,
Mas tu me perdoarias sim, pois és generosa.
Cada marca de teu salto em meu peito,
Cada gota de meu sangue em tuas unhas,
Cada sinal de tuas mordidas por todo meu corpo,
Cada gota do vinho que bebo em tua homenagem
Faz-me te amar mais e mais
Dá-me a certeza de ser teu capacho
Por todo o sempre.
E ser possuído por ti,
Oh! Meu lindo demônio,
Faze sentir-me eternamente teu menino,
Que dorme feliz e sorri como um anjo.
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