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segunda-feira, 12 de março de 2012

ÁGUIA



Do alto de meu templário que é esse mundo de ares, brisas e ventos


Contemplo a singeleza de minha presa ansiosa ao abate


O cíclico torno da vida no entorno da morte


Da morte que faz a vida


É assim a minha natureza


Também o destino de minha presa


De garras em repouso, o olhar ao horizonte frondoso


Lá embaixo os porcos cabisbaixos


Admirando a lama de sua existência


Nada mais além de chafurdar


Eu, em minha exuberante majestade


Contemplo toda a beleza do mundo que inveja


A sobeja do meu vôo de liberdade.




Poema dedicado à minha querida Myrella, a quem amo tanto. 


Ela é exuberante em sua inocência

quinta-feira, 8 de março de 2012

SALVE! DIVAS



Mulher gorda, mulher magra
Mulher feia, mulher velha
Com barriga ou sem peito
Bunda reta ou corcunda
Loura burra, nega suja
Unha preta, boca murcha
Recatada, prostituta
Gostosona, turbinada
Ninfetinha, de Balzak
Coxa grossa, pele clara
Se morena é ternura, se mulata é loucura,
Gueixas pés de anjo
Lindas garotas de Berlin
Ruivas, índias ou mestiças, mãe ou filha
Negra, nem se fala. Maravilha!
De óculos, intelectual
De terninho, empresária
Macacão, operária
Esgotada, super mãe
Peladona, um tesão
Beijando
Gemendo
Gozando
Sorrindo
Não importa como esteja
Como viva e nem quem seja
O que importa é que é mulher
E somos felizes por existirem em nossas vidas
Porque sem elas não estaríamos aqui.
Salve Divas!