sábado, 24 de novembro de 2012

ORAÇÃO PARA UM HEREGE


Foto: ORAÇÃO PARA UM HEREGE
Pedimos ao Senhor Invisível que tudo pode e tudo vê
Com Tua santa e eterna benevolência e compaixão
Que elimine dessa vida esse ser
Que mande-o ao quinto dos infernos
Para que queime por todo o sempre
Suplicamos ó Senhor Deus do amor
Que ó faça dobrar os joelhos em remissão
Assim como quando os porcos chafurdaram a merda
E que faça-o dobrar, acompanhado de dor gástrica e infartosa, esse dedo médio em riste que ele insiste manter
Toda vez que ele vê a imagem enganosa de Teu filho unigênito, frouxo, latifundiário e de olhos azuis
Sangra, ó Senhor da bondade, a língua ferina desse herege
Por blasfemar contra o Espiríto Santo, o Messias e a Pura que o pariu
Ó Magnânimo da onipotência
Capaz de dividir-se numa Trintade, sabe-se lá pra que
Contemple-o com sarcomas e pestes, por ele insistir em sua descendência primata, até o fim dos tempo
Envia Tuas ursas sanguinolentas para que o despedacem por zombar da Tua onipresença quando ele se masturba
Cura-o da esquizofrenia e faça-o enxergar, ó Mestre da onisciência, que sacis, fadas, papais noéis são seres imaginários, mas anjos, demônios e unicórnios são reais
Una-Te ao Teu desafeto e também único e todo-poderoso Alá e subjugue esse ser insignificante que nos incomoda tanto com suas espetadas irônicas
O Santíssimo, valha-Te de Tua infinita humildade e peça ajuda, se necessário for, a Lúcifer, Satanás e os diabos, a Shiva e outros milhares de deuses hindus, aos pretos velhos, Pomba-Gira e Inhansã, a Tupã e ao Curupira
Para, assim, calarmos esse descrente não-temente
Esse herege filho do Capeta
Uni-vos irmãos!
Nesta prece pra matar herege
Amém e glória ao Senhor!
Pedimos ao Senhor Invisível que tudo pode e tudo vê
Com Tua santa e eterna benevolência e compaixão
Que elimine dessa vida esse ser
Que mande-o ao quinto dos infernos
Para que queime por todo o sempre
Suplicamos ó Senhor Deus do amor
Que o faça dobrar os joelhos em remissão
Assim como quando os porcos chafurdam a merda
E que faça-o dobrar, acompanhado de dor gástrica e infartosa, esse dedo médio em riste que ele insiste manter
Toda vez que vê a imagem enganosa de Teu filho unigênito, frouxo, latifundiário e de olhos azuis
Sangra, ó Senhor da bondade, a língua ferina desse herege
Por blasfemar contra o Espiríto Santo, o Messias e a Pura que o pariu
Ó Magnânimo da onipotência
Capaz de dividir-se numa Trintade, sabe-se lá pra que
Contemple-o com sarcomas e pestes, por ele insistir em sua descendência primata, até o fim dos tempo
Envia Tuas ursas sanguinolentas para que o despedacem por zombar da Tua onipresença quando ele se masturba
Cura-o da esquizofrenia e faça-o enxergar, ó Mestre da onisciência, que sacis, fadas, papais noéis são seres imaginários, mas anjos, demônios e unicórnios são reais
Una-Te ao Teu desafeto e também único e todo-poderoso Alá e subjugue esse ser insignificante que nos incomoda tanto com suas espetadas irônicas
O Santíssimo, valha-Te de Tua infinita humildade e peça ajuda, se necessário for, a Lúcifer, Satanás e os diabos, a Shiva e outros milhares de deuses hindus, aos pretos velhos, Pomba-Gira e Inhansã, a Tupã e ao Curupira
Para, assim, calarmos esse descrente não-temente
Esse herege filho do Capeta
Uni-vos irmãos!
Nesta prece pra matar herege
Amém e glória ao Senhor!

CANÇÃO PARA ISABELLA

 Foto: CANÇÃO PARA ISABELLA
Não chores menina!
Só porque estou tão longe
Distante do teu corpo, de teus conflitos
Do teu olhar aflito a cada carro que chega
De tuas lágrimas de adeus
Todas às sete, rumo à saudade

Tenho tudo de ti em meu coração
E sou prisioneiro em teus olhos
Minh'alma é a cara da tua
E cada instante junto a ti é eterno
Cada beijo teu me torna criança
Toda lembrança tua me afasta a solidão

Lembro teu hálito em minha boca
Teu sorriso inocente de más intenções
Teu perfume que insandece
Vivo ao som do teu violino
E de tua voz sapeca à diabrura de Graham Bell
E de teus dentes, tuas unhas, sempre cravados em mim

Tu és o brilho em meus dias
Mesmo dantes alvorecer, mesmo às noites de luar
És o sol de outono que empurra os ventos e me conforta
E de tuas boreais saí o fogo em meus invernos
És arco-íris nas primaveras de cores mil
O verão que queima minha pele repleta de tesão e suor

Me pergunto às vezes, estar sonhando
Me pego sonhando outras mais
Sonhando estar em teus braços
Largado de tanto amor
Quase morto de prazer
Refeito por tua insaciável juventude

E quão imensa é minha felicidade
Ao provar tu'abrangente sapiência
Das lições que nunca aprendi
Aquelas que não entravam emminha cabeça dura
As de viver só de amor
Amor a tudo que é belo

E com amor, por amor, de amor morrer
 

Não chores menina!
Só porque estou tão longe
Distante do teu corpo, de teus conflitos
Do teu olhar aflito a cada carro que chega
De tuas lágrimas de adeus
Todas às sete, rumo à saudade

Tenho tudo de ti em meu coração

E sou prisioneiro em teus olhos
Minh'alma é a cara da tua
E cada instante junto a ti é eterno
Cada beijo teu me torna criança
Toda lembrança tua me afasta a solidão

Lembro teu hálito em minha boca

Teu sorriso inocente de más intenções
Teu perfume que insandece
Vivo ao som do teu violino
E de tua voz sapeca à diabrura de Graham Bell
E de teus dentes, tuas unhas, sempre cravados em mim

Tu és o brilho em meus dias

Mesmo dantes alvorecer, mesmo às noites de luar
És o sol de outono que empurra os ventos e me conforta
E de tuas boreais saí o fogo em meus invernos
És arco-íris nas primaveras de cores mil
O verão que queima minha pele repleta de tesão e suor

Me pergunto às vezes, estar sonhando

Me pego sonhando outras mais
Sonhando estar em teus braços
Largado de tanto amor
Quase morto de prazer
Refeito por tua insaciável juventude

E quão imensa é minha felicidade

Ao provar tu'abrangente sapiência
Das lições que nunca aprendi
Aquelas que não entravam emminha cabeça dura
As de viver só de amor
Amor a tudo que é belo

E com amor, por amor, de amor morrer

VINDE A MIM AS CRIANCINHAS

Foto: vinde a mim as criancinhas
pois delas será o reino dos céus
assim como o céu é meu reino
quando toco suas peles lisas e suas faces imberbes
quando estremeço de paixão ao beijá-las

vinde a mim as criancinhas
meninas e meninos
pois delas é o reino do céu
onde está meu Pai
Aquele que fez o filho na jovem virgem
jogando no lixo sua dignidade e inocência
sem sua permissão

vinde a mim as criancinhas...
que venham mais meninos
pois são eles que me levam ao céu
quando suas glandes juvenis me rasgam com fervor
e me enchem do elixir da vida

vinde a mim as criancinhas
pois delas será o reino dos céus
lá está o Filho
Aquele que dormia com um jovem nu
no dia de Sua prisão
Aquele que mandou SAus aceclas roubarem um jumento
pra que se cumprisse Sua profecia de mentiras

vinde a mim as criancinhas...
se Eles podem também posso
sou seu menestrel
levo Sua palavra de amor
Pai, Filho e Espírito santo a tudo perdoam
basta a mim rastejar
cobrir-Lhes de cobres
mentir, mentir mentir
falar de Seu livro imundo
e de Sua vinda que nunca acontece

vinde a mim as criancinhas...
pra que beijem meu anel
e alcancem as bençãos
pra que alcancem a salvação que guardo sob a batina

vinde a mim as criancinhas
pra que eu mande ao inferno essa maldita castidade
elas sabem guardar segredo
vítimas da vergonha, do preconceito e do medo
 
vinde a mim as criancinhas
pois delas será o reino dos céus
assim como o céu é meu reino
quando toco suas peles lisas e suas faces imberbes
quando estremeço de paixão ao beijá-las
vinde a mim as criancinhas
meninas e meninos
pois delas é o reino do céu
onde está meu Pai
Aquele que fez o filho na jovem virgem
jogando no lixo sua dignidade e inocência
sem sua permissão

vinde a mim as criancinhas...

que venham mais meninos
pois são eles que me levam ao céu
quando suas glandes juvenis me rasgam com fervor
e me enchem do elixir da vida

vinde a mim as criancinhas

pois delas será o reino dos céus
lá está o Filho
Aquele que dormia com um jovem nu
no dia de Sua prisão
Aquele que mandou Seus aceclas roubarem um jumento
pra que se cumprisse Sua profecia de mentiras
vinde a mim as criancinhas...

se Eles podem também posso
sou seu menestrel
levo Sua palavra de amor
Pai, Filho e Espírito santo a tudo perdoam
basta a mim rastejar
cobrir-Lhes de cobres
mentir, mentir, mentir
falar de Seu livro imundo
e de Sua vinda que nunca acontece

vinde a mim as criancinhas...

pra que beijem meu anel
e alcancem as bençãos
pra que alcancem a salvação que guardo sob a batina

vinde a mim as criancinhas

pra que eu mande ao inferno essa maldita castidade
elas sabem guardar segredo
vítimas da vergonha, do preconceito e do medo

POR VEZES TE AVISEI!

Foto: POR VEZES TE AVISEI!

A tristeza invadiu minh'alma
E o que faço é só chorar
A saudade, a solidão, o desencanto...
A adaga ferina de tuas palavras
Alada, corta os ventos
Viaja montanhas e vales
Corre rios, rasga estradas
Por ondas da nova era
Até sangrar meu coração menino
E teus lábios tão doces, de repente...
Num surto de tolices, libertam a hera do adeus
Que jorra o veneno da maldade e te cega...
À morte me leva
Que fazer se teu ciúme é chaga, é praga?
É tormenta que destrói, desespero que corrói
Que posso, se insistem me querer?
A via crucis de seus medos e pecados
O corvo do mal agouro, o pio do mal presságio...
Não vejo com bons olhos o fim que me espera
Sabes que há muito tranquei-me em teu olhar
Pra secar tu'angústia
E as chaves... joguei
Agora... estou perdido num mundo sem luz
E o meu sorriso escorre por entre teus dedos
Disperso em meu sangue carcomido
Culpa do teu desamor
De tua falta do amor próprio
De faltar com teu próprio amor

A tristeza invadiu minh'alma
E o que faço é só chorar
A saudade, a solidão, o desencanto...
A adaga ferina de tuas palavras
Alada, corta os ventos
Viaja montanhas e vales
Corre rios, rasga estradas
Por ondas da nova era
Até sangrar meu coração menino
E teus lábios tão doces, de repente...
Num surto de tolices, libertam a hera do adeus
Que jorra o veneno da maldade e te cega...
À morte me leva
Que fazer se teu ciúme é chaga, é praga?
É tormenta que destrói, desespero que corrói
Que posso, se insistem me querer?
A via crucis de seus medos e pecados
O corvo do mal agouro, o pio do mal presságio...
Não vejo com bons olhos o fim que me espera
Sabes que há muito tranquei-me em teu olhar
Pra secar tu'angústia
E as chaves... joguei
Agora... estou perdido num mundo sem luz
E o meu sorriso escorre por entre teus dedos
Disperso em meu sangue carcomido
Culpa do teu desamor
De tua falta do amor próprio
De faltar com teu próprio amor

MAIS UMA VEZ...

Foto: MAIS UMA VEZ...

Mais uma vez eu, digno de dó
Nem sei se de meus pecados sou senhor
Estou aqui largado, braços jogados de lado
E a respiração ofegante
Urgido de sono, merecedor de descanso
Mesmo que seja meu repouso eterno
Um sorriso sutil e meio sacana
Sem querer levantar da cama
Bagunçada, amarrotada, cheia de suor...
Minhas pernas cambaleantes me jogarão ao chão, eu sei
Culpa dessa menina que não sacia sua sede de amor
Essa torrente de paixão,
Ela, que depois de me humilhar, sai rebolante
Linda em sua nudez, com os bicos empinados ao céu
Indo banhar-se, o fogo abrandar
Esse vulcão indomável que quer me tragar
E junto arrebatar-me a alma
Não sei pra quê, se já vivo o paraíso
Feliz
Não tão certo do dever cumprido, mas...
Sabendo que logo me embolarei, mais um a vez, entre suas coxas

Mais uma vez eu, digno de dó
Nem sei se de meus pecados sou senhor
Estou aqui largado, braços jogados de lado
E a respiração ofegante
Urgido de sono, merecedor de descanso
Mesmo que seja meu repouso eterno
Um sorriso sutil e meio sacana
Sem querer levantar da cama
Bagunçada, amarrotada, cheia de suor...
Minhas pernas cambaleantes me jogarão ao chão, eu sei
Culpa dessa menina que não sacia sua sede de amor
Essa torrente de paixão,
Ela, que depois de me humilhar, sai rebolante
Linda em sua nudez, com os bicos empinados ao céu
Indo banhar-se, o fogo abrandar
Esse vulcão indomável que quer me tragar
E junto arrebatar-me a alma
Não sei pra quê, se já vivo o paraíso
Feliz
Não tão certo do dever cumprido, mas...
Sabendo que logo me embolarei, mais um a vez, entre suas coxas

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

LICANTROPO VAMPIRO - HÍBRIDA ETERNIDADE


Sombras do passado...
Negros ventos que surgem além das muralhas
Vos digo, aqui de meu sepulcro
Do horror de minha essência canídea

Essa licantropia que assola o meu viver
E ferve meu imo sedento de sangue jovem
Quero sugar as tetas dessa menina
E sorver cada partícula do néctar que pulsa em sua jugular
Meu falo marfim, pontiagudo, a rasgar-lhe as vestes, as carnes, todas
Num orgasmo eterno
Concebido entre a vida e a morte
A vida, escrava da morte
A morte, lacaia das trevas onde sou senhor
 

ANJOS TAMBÉM CHORAM


No tempo de meu funeral.
Eu pecador... Entre deuses...
...Essas bobas ilusões
Catatônica imagem em meus olhos blindados
Meu sangue gélido, estático

Meu cérebro morto
A cerejeira a me vestir
O fedor de flores mortas a minha volta
E nem lágrimas tenho
Altius Pater Noster
Aquele Succubus de meus sonhos em prantos
Toda sua negra ternura derramada em meu peito
Minhas mãos cruzadas nada sentem.
Nem mesmo a rosa cálida do adeus

NÉCTAR


Dizem que as framboesas são o néctar dos deuses.
Dizem que brigadeiros feitos de chocolate holandês também.
Dizem que o vinho, o mel, a dança do ventre são néctares dos deuses.
Até a caipira cachaça com limão o é.
Mas o verdadeiro néctar dos deuses é esse líquido viscoso, lambuzado, cheiroso, abusado.
Que escorre da tua boceta quando a chupo alucinado de tanto tesão.


Tantas imagens indecentes desses parasitas
Esses humanos que fingem estar tudo bem...
Eles e suas seringas em meu rabo
Sendo que são os rabos deles que precisam de ferro
Eles falam de anjos, de deuses, de tantos seres
E sempre estão do lado

da luz, da verdade
Criam escalas de deveres que dizem valores
E me dopam por eu querer ser assim
Só porque como merda, tão rica em nutrientes desperdiçados pela cobiça
Sem citar os outros pecados capitais que eles mesmos elegeram
Só porque rasgo dinheiro, o papel imundo com o qual limpo meu rabo espetado
Essa gente cria seus delírios e quer que eu os siga
E passa a vida se enganando
Se achando semelhante a algo invisível
Tão sublimes ao ponto de algo ainda maior (se é possível) os proteger
E passam a criatura tal criador
Invisíveis
Invisíveis e rastejantes
Feito víbora à espreita do rato
Fazendo valer seu tamanho e mesmo assim injetando veneno nos que dizem irmãos
Feito abutre à espreita do moribundo
Pra se apoderar até da sua carniça deveras indigesta
E entregando seus restos aos vermes
Pra que terminem a limpeza...
E desta vida nada levam
A não ser seus próprios rabos para serem penetrados pelos seres da terra
Estes sim, senhores da razão
A eles tudo sucumbe
E nem o sangue venenoso dessas criaturas humanas superiores, iluminadas e dadivosas consegue corrompê-los
Eu aqui... Louco, deitado em meu ópio... E assistindo tudo... Indiferente a tudo
Eu e meus olhos esbugalhados de louco
Livre dessa hipocrisia imunda
Comendo cocô e rasgando dinheiro
E o pior é que, lá no fundo, sei que também sou humano
Lá no fundo do meu rabo espetado