sexta-feira, 10 de junho de 2011

SAGRADO PODER


Sob tua blusa a chuva um anjo esculpiu
Esparsa e fria é silhueta em minhas lembranças
Agora outono e vens me aquecer
Com o mel de teus beijos ardentes em noites de sol
O sabor de tu’aurora estremece
Teu véu boreal veste feitiço em minh’alma pagã
O vento senhor arrasta sementes e agita o mar
A lua modesta revolta marés, candeia vulcões
Flama meu sangue ao teus lábios tocar
Fogo guardado a gritar na luz do desejo
Apogeu da sedução em teus olhos
Recordo a via das flores nas manhãs de setembro
Trouxe de volta esperança, colibris e paixão
Tanta cor e delícia, quanta alegria de viver
Coisas simples aí, da natureza divina
 A transbordar-nos a mente criança
De um cáustico deus a brisa protege tua pele
Em alcova rios escorrem o sinal
Mensageiros do cio, arautos do sal
Pra lá e pra cá, num leva e traz de furor e magia
E as correntes completam a aliança da vida
Desposam o nascer por ar, por terra, por mar
E a força maior é este amor que nos une
De tanta volúpia empurra pra longe o universo difuso, obtuso, confuso
Inunda os olhos e rasga os sorrisos
Queima a tez de nossos corpos amantes
No inverno a arder sob manto sagrado
Forjados em uno
Eternos em todo 

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