quarta-feira, 11 de maio de 2011

AMORES PERDIDOS



Amores Perdidos


Por tentar esconder as dores ...
Por querer fazer a diferença ...
Não pude evitar os amores ...
Não tive como fugir à sentença ...
Escolhi caminhos certos por pessoas erradas ...
As certas nunca estiveram presentes em minha vida ...E ainda que eu reflita ao longo dessa estrada ...Só consigo ver uma saída ...
Apesar das loucuras que já tentei cometer ...Olho o passado e vejo que fiz errado ...
Fui pensar no que ainda havia por fazer ...
Fui lembrar de um amor não-cicatrizado ...
Perdi meu tempo com pessoas insignificantes ...Antes a reclusão ao sofrimento ...
Em meio a amores sufocantes ...
Ainda consigo nutrir o mesmo sentimento...
Autora: Dandara Carvalho - Uma nova amiga que tem muita sensibilidade e todo o meu carinho

http://www.dharaoak.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ISABELLA PASSA


Todo o ar está cheio, cheio de graça

O céu extroverte do azul mais profundo

Brilha o sol mais, hoje, intenso

Sinfonizam rouxinóis virtuoso cantar

Borboletas, fadas e flores desfilam suas mais vivas cores

A cândida lua cintila que chega a cegar

Expele suspiros o mar, do mais perfumado incenso

Grita aos ventos, de tão alegre, o mundo

Todos a contemplar

É minha Isabella que passa

DE VOLTA À SOLITUDE


Não quero mais esta vida ingrata
De tortura me farta essa desventura
Do exílio o fétido lodo causa-me náuseas
Tristezas latentes, abutres que são, me devoram
Apavoram meus tantos eus, solitários todos
Lá fora, o gélido inverno me aguarda
E não há nada que à luz me leve
Em breve partindo estarei
Ao inferno voltarei, se é que já não o vivo
Cativo do ferro corrente, demente
Minh'alma brasas chora pedindo clemência
Inocência? Não quero mentira eterna viver
Quero sim morrer, meu merecido descanso
E no frio Carrara cobrir-me de negro celeste
Putrir-me de peste em contínuo lamento
Esse sórdido tormento meu de cada dia
Lá no rincão, narra o corvo meu fado
E de lamúrias me farto, naufrago em efêmeras lágrimas
Choro a saudade, essa megera de mil liras
Dedos mil a compor a canção do adeus
Quimera que zomba, gargalha do pranto meu
Maldita que, no apogeu da paixão, as garras cravou-me no peito
E num golpe estreito arrancou-me o coração
Não mais suporto a solitude, não suporto essa dor
Desejo a plenitude, quero de volta o meu amor
E que o lavor de meus versos tornem ao brilho, à imensa candura
Não permita meu bem que essa una estada me guie, me leve a loucura
Não deixe que a distância e a vil solidão cavem nossa sombria sepultura

domingo, 8 de maio de 2011

SEM PERDÃO

Tu, maldita, és culpada por minha amarga indigência

Tiraste de mim meus sonhos, minha doce inocência

Do alto do mármore toda tua soberba imponência

Te achas onipotente, a própria eminência

Mas apenas és marco de pútrida insolência

Me faz triste, arrazado, tua suprema indecência

Percebeste que isso foi um ato de imprudência?

Fazer sofrer quem ama é prova clara de ingerência

Ou, pra ser mais realista, atestado de insciência

Não medes o que fazes co'essa tua impaciência

Tanto quis amar-te e usufruir de nossa inerência

E hoje só me resta a claridão da impotência

E desconsolado fico com a minha inferência

Tu esperas compaixão, perdão, indulgência

Ma só posso oferecer-te o dissabor da inclemência



sexta-feira, 6 de maio de 2011

PUTA


Adoro teu não dizendo sim
Olhando pra mim quando em meus braços te aperto
E teus ossos quebro té que morras
Te beijo, te mordo, bato em tua cara
Não que seja violento, faço o que queres
Faço o que pedes e gostoso gemes
Urras de prazer
Então, três urras
Viva a luxúria!
O amor com castidade não há, a verdade essa é
Salve o despudor!
Ah! como é bom beijar tua flor
Da Venus deusa, que usa e abusa do meu ferrão enfurecido
E o meu coração bate forte, o teu sangra tesão
E te pego de jeito e vai e vem
E entra e sai
Tua boca implora por mel
E sugas e lambes, tua boca é um dragão
Teus lábios um vulcão que derrama tua seiva cheirosa
Melosa fonte de prazer
Tu és mui gostosa e louco me deixas
Garras, dentes, gritos de amor, de dor, de amor
Até o final da esbórnia
Fogo em carne
Sexo elevado às alturas
Amor selvagem, podre, lambuzado, rasgado
Na delícia de nosso ninho, só nós dois
Sou teu serviçal, teu puto homem
Tu és minha puta, cadela no cio
E quem meus versos lê, te inveja
Sonha em ser minha musa
Mas se tiver esta sorte, inda que demore
E mesmo que implore
Será dentre tantas, apenas minha puta

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ó MORTE!


Ó morte, doce amiga, minha sorte
Me acompanhas o caminho passo a passo
Meu destino determinas, vida em laço
Onde vou tu vais feito dama escorte

Muda testemunha de meu pífio norte
Me despeço deste mundo em teu braço
E não há o que escape ao teu compasso
Tu decepas a vida, pois, num só corte

O céu sobre meus olhos, vil escuridão
Pio mocho triste nem escuto mais
De horrores supura mia núbia razão

Lágrimas não farão chorar meu coração
Sob a lápide meu corpo imundo que jaz
À soluta poeira torno imensidão

terça-feira, 3 de maio de 2011

PRISÃO PERPÉTUA


Ah! Os amores
Amores não merecem ser amados
Pra que guardados?
Guardá-los no coração por quê?
Pra um dia nos deixar e fazer sofrer?
E esse sofrimento que não larga
Apaga a centelha e a alma fere
Transforma em prisão
A vida perde o sentido, assola a tristeza, invade a solidão
Por isso anjos existem
Querubins, meninos levados
Arcanjos, emissários da paixão
Surgem do nada
Quando não desejamos
Na hora que mais precisamos
Na verdade são todos demônios
Cheios de más intenções
Com toda luz em seus grilhões
Brilho tormento que o juizo tira
E seduz, embobece, encanta
Assim ficamos
Tontos, loucos apaixonados
Apenas mudamos de lado
Da angústia prisão ao mais terno idílio
Ao eterno exílio
Presos para sempre
No covil dos infortúnios por vezes
Por outras, entre muralhas de felicidade e fascínio

domingo, 1 de maio de 2011

SEM TEU AMOR


O sublime da dor é não ter que viver esta vida
O sutil é o detalhe que encanta, que mostra a verdade e é belo
O êxtase da dor é a morte, o caminho sem volta
Aquela que sempre esteve ao meu lado, a única que nunca se vai
Em sombras que congelam meu coração e petrificam minh’alma
E o silêncio que grito é de angústia e penar
Sem luz ou esperança e nem mesmo teu amor
Não mais importa o tempo que passou
Nada mais importa, só a dor do adeus conforta
Porque é certa minha morte
O escuro da vida me faz chorar
A noite será eterna e não terei mais teu carinho
Me afogo na solidão de lágrimas negras
Me aninho na tristeza de meu amargo coração
Um estrangeiro num mundo de escuridão
Um estranho a vagar sem rumo até os confins do universo
O inferno que vivo é por estar longe de ti
Por não mais ter o teu amor, sentir o teu calor
Não adianta chorar em meus olhos nem mesmo me apertar em teus braços
A minha paz é maravilhosa, só me resta frio e dor
A vida me matou, a morte me trouxe ternura e conforto
O êxtase da dor é sublime e pra todo o meu sempre
A dor de te perder me faz morrer

sábado, 30 de abril de 2011

LUA


Pasmo ao ver-te à madrugada
Sonho ao encanto que tua luminescência me traz
Não sei se és reflexo da luz divina
Sepá o brilho dos anjos à espera da anunciação
Que há no céu mais belo? Não posso dizer
Teu sorriso não arreda de meu coração
Derramas a prata que cega ao verão e humilhas estrelas
Sinto o rubor do sol ao cair a tarde
Tal sua ira, sua inveja por destroná-lo do poder e ser tão amada
E ao amanhecer, que fazes?
Retribuis com tua púrpura candura
Para que o dia ressurja ao cântico dos pássaros
E o orvalho alveje a vida
E tua presença inspira meus versos hereges, profanos, de sede e amor
Sei bem de tuas faces, mas quem liga?
Vejo-as como o fluir da etérea sapiência de deuses pagãos
Como a onipotência da mãe natureza e seus arquétipos sagrados
A semente que germina solitária na escuridade
O botão que surge da inocência
A rosa sutil e melindrosa e seus espinhos que surtam
Ferem e mostram quem manda
E como Gran Finale, a magia, a luz e o esplendor
És para mim as lembranças de minha tão querida amada
És o espelho ardente da mais inebriante formosura
És cópia escarrada de minha doce Isabella

quinta-feira, 28 de abril de 2011

PRISIONEIRO EM TEUS OLHOS

Desde o momento em que face a face ficamos
A partir do instante que olhei em teus olhos
O tempo parou
Não há mais vida e a morte é pura ilusão
Este amor é tanto que blinda minha razão
E esta paixão cativa meu ser 
E o meu coração não chora
Sem lágrimas mais, apenas um imenso vazio
A distância que nos separa é algoz do meu sorriso 
Preciso fugir deste mundo onde não rompem cristais
Donde estou não vejo tu'imagem
Maldita blindagem e tu que não choras
Pra que em lágrimas corra e tu me socorras
E a liberdade nos traga de volta, nos una outra vez
Nosso amor é tanto que nada pode deter
Nem mesmo teu pranto é o fim
Quero que chores, meu bem e rompa esta tranca
Me arranca desta prisão, por favor!
Saudades, amor
Sou prisioneiro em teus olhos


Poema agora completo. Perdi os primeiros versos e a pessoa que os tinha, a homenageada, Srta. Isabella Campos, que eu amo tanto, finalmente os devolveu. Rá
Caros leitores: Perdoem-na pela demora