quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

BRINDE AO AMOR





Cálices de vinho postos à mesa
Castiçais mágicos sustentam a elegante penumbra
Rosas decoram, perfumam, enebriam
Frente a mim uma deusa
Sedenta de amor 
Olhos brilhantes
Mãos ansiosas
Olhares cativos
Ternos toques
Afáveis carícias
Lábios carmesim, ardentes e hipnóticos
Pensamentos insanos me possuem
Desejo e paixão
Coração violento
Flamante sangue vulcânico
Ares rarefeitos e sufocantes
Então, sucumbo à loucura
Insensato
Inconsequente
Lanço tudo ao chão
Sonhos tão quistos, cristais rompidos
A toalha escorrega e pousa num canto
Suas roupas, rotas se espalham
Meus braços enlaçam
Minhas mãos descobrem
Meus beijos entorpecem
O ar que respiramos é um só
Nossos corpos também
Amamos sem medo
Fluidos se misturam, os nossos
Gemidos arfantes
Palavras desconexas
Dentes cerrados
Uivos e garras
Navalhas de Vênus
E explodimos numa torrente de êxtase
Castiçais estilhaçados
Cálices tombados
Rosas sofridas sob meus pés
Amor eterno
E vinho a brindar 

HEROÍNA





Ninguém escuta meus gritos
Há muito insisto, amor
Ninguém ouve meus brados
Quero que todos saibam, por isso grito
mas nossa felicidade não depende desse clamor
Vivo em glamour
Vivo de amor
E quando fecho os olhos 
Quantas imagens reais
Lembranças?
São apenas lembranças
Minha voz é livre
Esta paixão é quem dita minha sentença
Este novo amor que vivo inunda minha mente
Meu sangue pulsa forte
Brame meu coração um latido aterrador
Diamantes brilham à minha frente
Meu leito é um tapete de rosas
- Ela é minha heroína
- Minha heroína
Sua luz emana vida
E minha vida de luz surgiu de seu sorriso
Sonho um novo mundo
Um mundo de encantos
Coragem pra enfrentar o futuro
E encarar o presente
Se tenho?
Amar sem medos este anjo lindo
E ser amado
E caminharmos juntos
Meu mundo é o nosso amor
Teu mundo é o meu mundo
Minha voz é livre
E minhas lembranças...
Sei lá!
Não mais importam
São apenas mentiras
O amor que sinto hoje inunda minh'alma
Meu sangue pulsa forte
Entorna o vulcão de meu ser
Teu brilho é jóia sem preço
Ouro que reluz toda minha emoção
Toda minha paixão
As flores encantam nossa morada
Teu perfume é um cântaro de jasmins
Tu és minha vida, Isabella
Tu és minha heroína
Minha heroína

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

QUERO




Quero amar
Quero abraçar
Quero beijar esta mulher
Quero tanto ficar junto
Que não penso em outro assunto
Quero amor 
Quero fervor
Quero entregar-me ao despudor
Quero tanto seus afagos
Que em meu coração só ela trago
Quero amizade
Quero paixão
Quero sexo de montão
Quero todo este momento
E com menos não contento
Quero sua alma
Seu corpo
Sua magia
Seu porto
Se não puder...
Quero a morte
Não pretendo
Não prevejo
Não desejo outra sorte


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ADORMECIDA



Grito ao mundo meu amor
Aos quatro ventos
Tão grande minha felicidade
Sinto-me um louco, de tanta paixão
Não controlo meus anseios
Nem meus desejos
Sou realmente um afortunado
Sortudo, iluminado
E essa luz que me alumia é intensa
Extrema
Me cega
Flashs de emoção que revigoram meu viver
Ninfa de um sorriso titânico
Suas hipérboles me alucinam
Suas parábolas afloram meu suor
Curvas do pecado
Passo horas embriagado por seus aromas
Mordo seus lábios
Abraço-a com vigor
Dou tapinhas em seu bumbum
Rimos, beijamos, rolamos pelo chão
Abobados, inconsequentes, apaixonados
Brincadeiras de cavalinho e pula sela
Gargalhadas e pipoca no sofá
Nossas pernas se entrelaçam
Fazemos amor com total entrega
Muito beijo, muito amor
Sua juventude me acende
Seu tesão me esgota
Sua sensualidade me endoidece
E a cada amanhecer renasço
Feliz e vaidoso
Ela bela
Adormecida
Angelical
Nua, largada em minha cama
Ronronando preguiçosa
Esperando que eu crie coragem
E prepare logo seu breakfast.

domingo, 12 de dezembro de 2010

MISANTROPO



To aqui sozinho nesta merda de mundo
Cozinhei hoje para meus entes queridos
Bela refeição
Saudades do meu amor, aquele anjo
Amores são metamórficos
Transformam-se em demônios
Amores são miméticos
Escondem diversas faces em seus sorrisos e afagos
Sempre com a porra do interesse em algo mais
Sem troca, querem sempre dado
Eu, mnemônico
A cada amor, cada detalhe 
E quero que se danem os humanos
Almas putrefatas, imagens da soberba
Querem tudo pra si
Querem poder
Buscam a escalena ao criador
Tantos degraus, muitos
Mas levam suas vidas à busca
Alucinados pela conquista
Para derrubar aquilo que questionam existir
Falam de tolices
Vida após
Nova era
Luz
Mas só olham para o próprio umbigo
Essa raça fétida seguer ama a si
Dizem ter caráter
Hahaha!
Suas característica são mundanas
Aspectos escusos que só eles têm
Egoísmo pútrido e indecente acompanha sua evolução
E a merda é que eu faço parte desse vírus
Sou célula viva-morta desse câncer
Por isso recluso
Sinto vergonha
E muito, mas muito nojo
Vem aí o Natal
Sejamos bons neste dia
Para que sejamos perdoados e abençoados 
Assim poderemos foder quem nos cerca nos próximos dias
Nos próximos 364 vindouros
Que merda!
Vão todos tomar no cu!
Menos o meu amor, é claro
Essa fodo eu. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PECCAVI PUNIAT ME





peccavi puniat me!
eles trespassam seu ossos
enfurecem seus pecados
seu cantigo é longo
noturno como os espelhos que punem sua culpa.
peccavi puniat me!
absolva o sonho do qual ela não voltou
feri o ventre que libertou seus demonios
devore essa dança vermelha que flameja volúpia em seus seios
peccavi puniat me!
seus gritos são sombras silenciosas
que transitam no abismo verde dos seus olhos
peccavi puniat me!
castigue o veneno que a corrompe como ácido incauto
me entregue seu coração inciso que não sangra
para que ele apenas adormeça em minhas mãos
peccavi puniat me!
ela padece no inferno do paraiso
enganada por belas mentiras devolvidas pela verdade
seus amores impudicos
são culpas que queimam sua alma!
beije-me como um lirio negro
peccavi puniat me!






Por Erik - aquele que externa seu ódio - odium putridus fetidum



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PERDÃO E LUZ





Tuas carícias já não me assustam, minha amada
Não fazes sombras em meus pesadelos
Apodreço no limbo por amar-te tanto
Mas sou feliz
Estou em paz
Estou em casa
Longos devaneios ao abraçar-te
O poder de teus encantos estirpa a força do mal
E em nosso leito de luxúria vejo-me a tua mercê
Quero possuir-te as entranhas
Cada poro por onde destilas veneno
Tua lingua morder sôfrego, lúdico, lúgubre
Teu corpo apertar em meus braços até sufocar-te
O perfume que exala de nossos corpos ardentes é sagrado
Nossa entrega aos prazeres da carne é devassa
Devasta meu ser
Não penso mais em guerrear contra o tirano criador
Que me importa seu reino de mentiras?
Quero apenas beijar-te 
Saborear o néctar que escorre de tua fenda
Quero guardar meu sêmen em ti
E o fruto tu darás à luz
Quero te dar carinho
Quero ser só teu
Por toda a eternidade
Ironia
Eu abandonado neste mar de trevas
Açoitado, acorrentado, aprisionado pelo pai
Por aquele que se diz generoso
Lamento sua ignorância
Eu, sim, sei o que é o amor
Este sentimento que corrói minh'alma
Que não me deixa pensar
Que me joga às alucinações do desejo
Que perdoa o mal que Ele me fez
Porque meu ódio não suplanta minha paixão
Nem suprime minha loucura por ti
Quem poderia imaginar?
O carrasco salvo pela força gerada de suas mentiras
Seus erros e enganos te trouxeram a mim
E todos os seus filhos serão banidos do inferno
De volta à claridão
Terão finalmente a oportunidade da remissão
Salvos pela existência do nosso amor
De meu amor por ti
Ironia sim!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MEPHISTORIUM



Tanta energia guardou-se em trevas
Tanta densidade marcou o caos
Tornei-me um cego

Sucumbo à luz
Comando a horda
Liberto a legião
O tempo perece sob meu jugo
Mudo minha forma
Arcanjo ou besta
Degusto almas fétidas
Digiro vossos pensamentos
E deles faço minha metamorfose
Levito pelos céus, soberano
Profano, herege, pandemônico
Mephistopheles é meu nome
Sou aquele que buscais
Sou aquilo que quereis
Sou a luz escura
Sou a liberdade
Derdes vossas almas e oferto-vos o universo
Vos envio ao paraíso
Bebais de meu sangue satânico
E vislumbreis o poder da eternidade
Sem medos
Sem culpas nem penitências

domingo, 28 de novembro de 2010

SOLO TE QUIERO



Eu nunca vou entender o que passa na mente dos homens
Levam a vida querendo as mulheres
Muitas
Várias
Nem escolhem direito
Se afundam de cabeça
Não têm sensibilidade
São pobres de alma
Sem brilho
Sem aura
Sem luz
Sem cor
Quando têm a oportunidade de algo realmente bom
Jogam pela janela
Fazem-nas sofrer
Será que também sou assim?
Se generalizo, me incluo
Faço parte do rol dos abestalhados
Vejo numa mulher a certeza da magia
Tudo aquilo que sempre desejei encontrar
Inteligência: de sobra
Beleza: esbanja
Sensibilidade: ver pra crer
Pureza: insipida
Delicadeza: fada
Feitiço: desejo
Desejo: muito, tudo
Feições: invejo
Sua sensualidade é prima
Um rosto perfeito
Um sorriso viciante
Um corpo divino
Ah! E seus pés, como são fofos
Morena ainda por cima
Pra me deixar enlouquecido
Ela deve ser de alguma espécie que se imaginava extinta
Talvez uma amazona
Quem sabe de Atlântida
Não sei!
Sei que humana ela não é
Não pode ser
De tão perfeita
Eu quero ela pra mim
Mesmo que em meus sonhos
Mesmo que em pensamento
Juro que vou amá-la por toda minha vida
Prometo tolerar até suas chatices mensais
Jogo-me a seus pés
Que seja para pisar-me
"Sepá me dá igual"
"És el amor de mi vida"
"Solo quiero su amor"
"Solo te quiero mi deuda"
"Solo"

É HORA DE REPENSAR




Decidiu-se, sei lá por quais motivos, dar um basta no poder paralelo instituído nos morros do Rio de Janeiro.
Instituições, outrora não empáticas, agora se unem para erradicar o tráfico de armas e drogas daquela cidade.
Pelas imagens mostradas pela sempre monopolista e oligárquica Rede Globo vimos que, sim, é possível banir a bandidagem dos morros, mas não podemos esquecer que o tráfico movimenta muito dinheiro, que é o senhor das vidas humanas, o verdadeiro Deus onipresente, onipotente e imortal, visto que Ele está em todos os lugares ao mesmo tempo, com Ele se pode tudo e enquanto existirem humanos Ele existirá.
Porém, e depois? O que será feito depois da libertação das comunidades do subjugo de marginais inescrupulosos? Quem ficará no poder? Quem administrará essa grana toda que ultrapassa os 10 dígitos?
O que será feito com os viciados?
Os usuários são os verdadeiros responsáveis por essa desgraça. Enquanto os traficantes geram emprego (informal como tantos outros pelo país) e pagam seus "funcionários" em dia (quem tem cu tem medo) os viciados aterrorizam a família, roubam pai e mãe para sustentar o vício, são preguiçosos e não gostam de trabalhar.
No limiar do século 21, com a internet dominando os lares e a informação chegando em velocidade nunca imaginada, ouço dizer que jovens não têm perspectivas, que temem o futuro por não poderem alcançar ou mesmo almejar a conquista de seus sonhos.
Bando de covardes!
Estamos cansados de saber que as instituições polícia, política e clero são as maiores responsáveis pelo fomento da banalização tanto do uso de entorpecentes quanto da ignorância.
Sabemos que nelas existe uma grande leva de malditos que gozam dos prazeres gerados pelo tráfico.
Ora, não sejamos hipócritas. Eu nunca ouvi falar que traficante não paga seus empregados, nem nunca ouvi falar que traficante rouba a mãe, também nunca vi traficante vagabundando pelas praças e jardins, os que vi estavam trabalhando, entregando seu produto sob sol ou chuva, a qualquer hora do dia e da noite.
Temos que lembrar que se os viciados forem erradicados automaticamente os traficantes também o serão, portanto, devemos dar mais atenção aos nossos filhos, aos nossos amigos, aos nossos vizinhos.
Devemos cobrar dos políticos que elegemos maiores e reais investimentos em educação, em produção, em cultura, em felicidade.

Devemos cobrar das autoridades o verdadeiro valor que o brasileiro tem para o Brasil.
Devemos colocar em prática a massificação do dízimo crístico, que, não sei se este infeliz povo cristão sabe, seria a doação de 10% (dez porcento) de suas vidas (ou seja: 2h24min por dia) em prol da humanidade e não a décima fração de seus rendimentos aos profanos vigaristas auto-denominados mensageiros do Criador.